O mulato Raimundo faz cem anos

Autor

Leo Gilson Ribeiro

Resumo
Jornal da Tarde, 1981/5/23. Aguardando revisão.

Felizmente para a nossa literatura, em geral é péssima a aclimatação no Brasil dos “ismos” europeus para cá importados. O romantismo deu algum sinal de vitalidade no lirismo chopiniano de um Casimiro de Abreu, na veemência arrebatada e na sincera eloquência dos versos abolicionistas de Castro Alves. Mas depois desse primeiro tímido transplante, houve uma série de rejeições do corpo orgânico brasileiro desses enxertos vindos de lá com grande atraso. O simbolismo, que teve como um de seus máximos expoentes o catarinense Cruz e Souza, evaporou-se nos sonhos racistas e empolados do vate negro que sonhava com loiras celestes e usava termos alambicados para cantar sua Beatriz alvíssima a que não podia ter acesso, preso ao inferno do preconceito contra qualquer epiderme escura. O parnasianismo apresentou até elementos humorísticos inesperados quando cultuados por nossos imitadores da frieza escultórica, marmoreamente impassível de um gélido Lecomte Lisle ou de um estático Heredia: excelente cultor da língua, Olavo Bilac deu ao impávido parnasianismo uma vibração erótica tropical, não prevista no roteiro que nos foi enviado da França.

Depois de “ismos” importados a granel pelos inventores da Semana (que durou três noites) de Arte de Moderna de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo revelaram-se já devorados por teias de aranha – cubismo, expressionismo – já quando desembalados dos caixotes made in Europe ou ao espalharem pelo ar o vírus fascista do canto ao futurismo de um Marinetti.

Um destino semelhante estaria reservado ao naturalismo, mandado vir de cambulhada com um positivismo mal digerido de Auguste Comte e os romances hoje ilegíveis de Émile Zola. Felizmente, sempre o Brasil soube desviar-se, mas suas obras perenes, dos tentáculos dos “ismos” e quando não o fez os resultados foram – quase sem exceções – desastrosos. É o caso de O Mulato, romance inseguro, dramalhão mexicano vazado em vernáculo… do maranhense Aluísio de Azevedo. As efemérides obrigam a comentar esse romance apenas porque neste ano se completam 100 anos da sua publicação, ou seja, em 1881. Melhor teria sido esperar a comemoração do centenário de O Cortiço (1890) obviamente a obra mais madura e mais pujante deste polêmico e corajoso autor do Norte do Brasil. Sem dúvida, Aluísio de Azevedo teve que reconhecer – fato que o acabrunhou para o resto da vida – que o Brasil já desde então não permitia a autor algum viver apenas, como se dizia, “da sua pena”. Caricaturista mordaz, jornalista de afogadilho, autor de folhetins mal cosidos e instantaneamente perecíveis como qualidade de escritura ou feitura literária, Aluísio de Azevedo, irmão do divertido e satírico comediógrafo Arthur de Azevedo, fez concurso para ingressar na carreira diplomática e abandonou a literatura aos 37 anos de idade, desgostoso com a lentidão de um país no qual um milhar de exemplares levava anos para se esgotar. Foi uma decisão lamentável, peremptória, que privou o Brasil de um dos seus mais vivazes talentos. Há um certo exagero na aferição bonachona de José Lins do Rego ao atribuir a Aluísio de Azevedo a entrada no palco da literatura brasileira do povo, da raia miúda. Afinal, Taunay já captara de maneira palpavelmente vívida o povo na sua prosa dinâmica e de grande beleza estilística e José de Alencar, Euclides da Cunha, Lima Barreto e Adolfo Caminha distanciam-se poucos anos antes ou depois do aparecimento de O Mulato, colocando vários setores do povo em cena. E Castro Alves, ao denunciar a escravidão, estaria falando quiçá da aristocracia social do Brasil da sua época?

Aluísio de Azevedo não se revela com todo o vigor do seu talento em O Mulato. O Mulato é uma obra absolutamente imatura, de estreia “nas letras” de um rapaz de apenas 20 anos, que comete vários erros de português e espraia por páginas inteiras descrições da natureza de São Luís do Maranhão, sua cidade natal, e diálogos hoje totalmente inverossímeis, reminiscentes da radiofonização de Direito de Nascer de tão pateticamente ridículos.

O romance em torno do qual se solta um foguetório meramente ditado pela cronologia existe, felizmente, numa edição que constitui uma absoluta raridade entre nós, publicada pela Editora Ática, de São Paulo, é vendida ao preço irrisório de cem cruzeiros, com abundância de notas explicativas, uma boa capa e grande cuidado de preservação do texto original (a segunda versão, isto é, a que dela fez o autor). Outra vantagem que o leitor adquire quando prefere esta edição se refere à objetividade didática das notas informativas e do Suplemento de Trabalho, que facultam ao aluno captar bem a essência da obra e as intenções de Aluísio de Azevedo. Que alívio para os que adquirem, por exemplo, a monografia dedicada a Dalton Trevisan, publicada pela Editora Abril, na qual os, digamos, comentadores, ao invés de se cingirem a explicitar o texto para o aluno principiante, não: querem à força transformar o magnífico contista paranaense num “alienado” e incutir ao leitor a noção de que só a Libertadora das Gentes, a Revolução Panacéia, é que trará autores “engajados” com a realidade brasileira, provavelmente os aprovados por um futuro e onipotente Sindicato de Escritores de modelo soviético…

Mas se esta edição que respeita a inteligência do leitor, sem querer catequizá-lo nem deturpá-lo, é digna de elogios, já o livro em si é um amontoado de arrematadas tolices que não sensibilizam mais os leitores que no Brasil já leram um J. J. Veiga, um João Antônio, um Alcântara Machado, um Marcos Rey, um Rubem da Fonseca. Porque O Mulato não é um romance, no sentido estrito do termo: é um panfleto inchado de palavrório artificialmente teatral, com episódios grotescos de tão implausíveis e que, portanto, não existe – a não ser em raros trechos – como obra literária de valor permanente.

Tinha plena razão o excelente romancista peruano, Mario Vargas-Llosa, ao afirmar, em seu esplêndido ensaio sobre Flaubert, que o naturalismo, como escola literária, se revelara um fracasso irrecuperável. Infelizmente, O Mulato está atado a essa escola iniciada por Émile Zola na França, e a uma crença rígida do autor maranhense no positivismo de Auguste Comte e sua implícita “interpretação definitiva e imutável, tanto quanto inquestionável” da vida humana como o produto apenas de leis científicas que o homem descobrira, colocando a sociedade sob a lupa do Saber e explicitando TODOS OS FENÔMENOS culturais, sociais, políticos etc. sob esse prisma único. Aluísio de Azevedo pagou um tributo altíssimo, à custa do seu próprio talento: O Mulato é ilegível como “romance” hoje em dia. As ideias, as doutrinas raramente são boas fontes de inspiração para romances inesquecíveis. De fato, a fórmula panfletária produz quase sem exceção textos indigestos, indeglutíveis, enfadonhos, risíveis ao extremo.

Que julgue o leitor por si próprio:

Nesta história rocambolesca em que Ana Rosa, branca é obrigada a não se casar com Raimundo, um mulato ¾ branco, formado na Europa, culto, refinado e dotado de todas as virtudes heroicas dos mitos da Grécia Antiga, há dois temas fundamentais e, um secundário. Os temas forçados, que obcecam o autor e maçam o leitor indescritivelmente são: o terrível racismo que, segundo o escritor, paralisava a vida social no seu Maranhão natal, mantendo as etnias em castas estanques: os brancos no topo da pirâmide, os mulatos desprezados e os negros enxovalhados como se fossem um lixo ou dejeto humano. Segundo tema: o anticlericalismo ferrenho do autor, desgostoso com a lassidão e a hipocrisia de amplos setores do clero maranhense – logo no Maranhão, onde um dos insuperáveis Mestres do idioma e do pensamento em português, o Padre Vieira, por tantas vezes pronunciou sermões que são parte inalienável do melhor que a língua portuguesa já formulou!… O terceiro tema é a descrição muito adocicada da paisagem tropical brasileira, com a evocação dos seus traços populares e trovas, modinhas, cenas de as vezes grande vivacidade plástica, traindo as origens do autor, que no princípio queria seguir a carreira de pintor e só tarde veio a descobrir a sua vocação literária. Uma vocação literária que salta à vista na sua obra-prima, O Cortiço, mas que aqui descamba em retratos românticos – nada afeitos à pretensa linha naturalista do autor – do ambiente topográfico de São Luís do Maranhão.

Com essas três pilastras o que Aluísio de Azevedo obtém?

Um teatro de fantoches falantes – pois o que mais poderá ser este O Mulato de retas e nobilíssimas intenções e péssima execução?

Não há personagens críveis: há caricaturas de traços rápidos.

O cônego Diogo é, maniqueistamente, o arquétipo do Mal, da Mentira, da Sordidez, da Cupidez, até o autor intelectual do crime que tira a vida do incômodo mulato que dá título ao livro. Sempre, indefectivelmente, o sacerdote é apresentado usando frases latinas, dessas que se tiram de almanaques de citações latinas e algibeira, não sendo obviamente compreendido pelos seus interlocutores, pasmados com tanta e tão impenetrável e omnipresente erudição. Quando, por exemplo, o pai de Ana Rosa, um português bonachão que não dá a mão da filha ao colored premido pelo preconceito que o circunda, elogia a beleza da filha, o cônego incontinenti abre sua caixa de ditos latinos aptos para qualquer momento e qualquer circunstância da vida:

“Manoel (o pai de Ana Rosa) bateu no ombro do cônego. 

  • Meto-lhe inveja, heim, compadre?… Olhe como o diacho da pequena está faceira, não é? 

  • Ne insultes miseris!”

O que, misericordiosamente, o editor explica em útil nota de pé de página quer dizer: Não insultes os miseráveis!

Trata-se do futuro casamento de Ana Rosa? O pérfido cônego não tarde em admoestar misteriosamente: “Cui fidas vide!” (Vê em quem confias!). O mulato que a tantos incomoda com a sua presença (exceto sua amada-amante inacessível diante do altar, Ana Rosa), quando pede explicações sobre uma sua propriedade ao barroquíssimo padre, este responde com trejeitos: “Horresco referens!” (Horrorizo-me ao contá-lo). E assim por diante.

Além dessa estereotipação que é má literatura e não convence, Aluísio Azevedo tem cenas e diálogos de um ridículo involuntário e impagável, que superam as maiores expectativas dos que cultuam o kitsch. Quando Ana Rosa vê passar diante de sua janela o caixão com o cadáver do seu amor, o mulato a quem se entregou fisicamente e que a engravidou, reage da seguinte maneira:

“Era com efeito, ele. 

O povo olhou todo para cima e viu uma coisa horrível, Ana Rosa, convulsa doida, firmando no patamar da janela as mãos, como duas garras, entranhava as unhas na madeira do balcão, com os olhos a rolarem sinistramente e com um riso medonho a escancarar-lhe a boca, as ventas dilatadas, os membros hirtos.”

As incongruências se sucedem quase que de página em página. É totalmente inacreditável, por exemplo, que Ana Rosa fique sozinha em casa e consiga praticamente violentar Raimundo, seu amado, que antes de sua pretensa partida para o Rio de Janeiro, a vapor, viera despedir-se…do pai dela, depois te ter enviado à filha uma carta de amor e renúncia estoica. É um folhetim da pior espécie com lances em que Ana Rosa se arroja aos pés do amado e este, que na frase anterior a tratara de “minha senhora”, agora exclama este primor de romance de capa e espada:

“Antes assim (nota da redação: Ana Rosa julgara-o um impostor), juro-te que o desejava! Mas supõe que eu seria capaz porventura de sacrificar-te ao meu amor? Que eu seria capaz de condenar-te ao ódio de teu pai, ao desprezo dos teus amigos e aos comentários ridículos desta província estúpida? Não, deixe-me ir, Ana Rosa! É muito melhor que eu vá!…E tu, minha estrela querida, fica, fica tranquila ao lado de tua família; segue o teu caminho honesto; és virtuosa, serás a casta mulher de um branco que te mereça!…Não penses mais em mim. Adeus.”

O que se atribui de naturalismo a Aluísio de Azevedo se reduz a descrições cruas de vômitos podres, de mendigos macilentos de fome e é na parte coral, coletiva, do seu livro seguinte, O Cortiço, que deparamos realmente com um romancista plenamente apto a descrever, comovedora e contagiantemente um ambiente social que equivale ao inferno. Ao contrário dos naturalistas franceses, porém, ele é pudico. Até a cena em que Ana Rosa força Raimundo a compartilhar do seu “delírio carnal” é toda cheia de reticências, sem nada que pudesse fazer corar um leitor de 100 anos atrás, fora as beatas ignorantes de que ele escarnece justamente em seu livro-libelo.

Aluísio de Azevedo mudou o final do seu romance-dramalhão. Na primeira versão, era Ana Rosa que morria, nesta segunda e Raimundo que é abatido a tiros, pelo caixeiro de seu tio, o Dias, que no final vem a casar-se justamente com…Ana Rosa. É óbvio que quem arquiteta, aos olhos da sociedade e de Deus, o crime, armando o criminoso Dias, o assassino anônimo do mulato Raimundo, é o sacerdote. Que distância astronômica entre este padre untuoso e o Tartufo de Molière… e quantos anos-luz separarão esta Ana da Ana Karenina de Tolstoi? São dados incomparáveis: Molière tinha uma sutileza e um domínio da psicologia humana e do vocabulário a que o autor maranhense não tem acesso nem remotamente e Tolstoi, felizmente, não dogmatizou sua candente crítica social de Ana Karenina pautando-a pelo rígido catecismo de Auguste Comte e seu missal positivista.

O leitor que achar que este centenário é apenas uma coincidência de datas tem todos os motivos para buscar refúgio e refrigério rápidos para a maçada quase inútil de ter lido O Mulato correndo a retirar da estante O Cortiço. Ali, sim, achará cenas excelentes, mas como a própria literatura alemã, além da francesa, comprova de sobejo, o naturalismo nasceu morto: quem hoje, na Alemanha, lê espontaneamente e com algum proveito as peças naturalistas de Gerhart Hauptmann? Que grande renascença tivera jamais, depois de publicados, os romances de Zola como L’Assomoir e Germinal?

Deixemos de lado o restante da criação literária de Aluísio de Azevedo (com exceção de O Coruja e Casa de Pensão), pois são escritos apressados, em forma de folhetim, enviados celeremente para os jornais e consumidos por um público nada exigente em matéria de literatura. A não ser que se queira ler essa série de textos com veia cômico-satírica: aí, sim, Aluísio de Azevedo consegue até superar o talento cômico de seu célebre irmão comediógrafo Arthur de Azevedo.

Consul do Brasil no Japão, na Itália, na Argentina, Aluísio de Azevedo separou-se da literatura definitivamente. É lastimável que ele não tenha seguido o exemplo de Eça de Queiroz – cuja influência ele assimilou tão mal, ao basear O Mulato em O Crime do Padre Amaro e sua vitriólica veia anticlerical – e não tenha aproveitado os lazeres da carreira diplomática do início deste século para escrever, já que tinha o sustento assegurado. Certamente seu estilo se aperfeiçoaria e essa obra tão gritantemente imperfeita, da sua juventude literariamente imberbe, O Mulato, possivelmente teria sido refundida ou quem sabe até esquecida? Não se perderia muita coisa.

O Mulato realmente só é importante pelo desassombro com que descreve as múltiplas tiranias odiosas que persistem, atenuadas, até hoje, no Brasil: a inferiorização da mulher, que não tem escolha a não ser o casamento com alguém escolhido pelos pais, a mulher como um elemento ornamental, de todo parasitário na sociedade brasileira; o monstruoso preconceito racial que impedia a miscigenação no nível das classes médias da então Província do Maranhão; a ignorância geral que fazia do Brasil um Império de analfabetos, a inexistência de eficazes ministérios da saúde, da educação; o desamparo do proletariado e dos habitantes das zonas rurais; o obscurantismo de parte da Igreja… Aluísio de Azevedo é um defensor de teses fantasiadas de romance, pelo menos neste duplamente infeliz O Mulato. Mesmo quando cintilam faíscas do seu real talento literário ao delinear a hipocrisia de alguns personagens marginais, o escritor se sobressai, porém, pelo tom didático do livro, que prega as coisas certas com um tom de sermão enfadonho. E afinal a República com todas as suas mazelas, corrupções e mordomias, não provou ser a panaceia que ele dela esperava, idealista impertérrito: “Mas, como quer que o povo seja instruído num país cuja riqueza se baseia na escravidão e com um sistema de governo que tira a sua vida justamente da ignorância das massas?… Por tal forma, nunca sairemos deste círculo vicioso! Não haverá república enquanto o povo for ignorante; ora, enquanto o governo for monárquico, conservará, por conveniência própria, a ignorância do povo; logo… nunca haverá república!”

O saldo é óbvio:

Tardiamente aboliu-se a escravidão: proclamou-se a República: mas a ignorância das massas, comprova-se hoje, não é privilégio da inépcia monárquica. Este é o defeito dos romances-teoremas: passados os tempos, as teses ruíram e nada resta do seu arcabouço. Pois só arroubos bairristas maranhenses poderiam dar a um livro cheio de defeitos notórios a classificação de “obra-prima”: esse raciocínio só é válido para os que não admitem nenhuma jocosidade ao descrever São Luís do Maranhão como “a Atenas brasileira”… Seria, contudo, igualmente infamante e impensável aceitar a crítica rasteira e sem base que um setor da Igreja lhe moveu na época, através de seu órgão de imprensa, Civilização. Mais interessante do que o romance é a batalha verbal que se trava entre um padre, por coincidência chamado Raimundo (como O Mulato que é o personagem central do livro) Alves da Fonseca, a atacar com as invectivas mais baixas o autor em artigos mentirosos e pusilânimes e, do outro lado, Aluísio de Azevedo, no jornal Pensamento a responder e a querer substituir a crença na religião pela adesão ao pensar, hábito não aclimatado no Brasil, como se vê, até os dias que correm.

É um centenário um tanto embaraçoso dos 100 anos da publicação de O Mulato, pois muito pouco há para se celebrar e literariamente há mais para se calar. Zola dizia, ele mesmo fazendo o diagnóstico-epitáfio de seus romances naturalistas, que ao escrever queria proceder a “uma autópsia cirúrgica no corpo da sociedade”. Como O Mulato infelizmente comprova, para se fazer uma autópsia é preciso primeiro que exista um cadáver e este é de belíssimas feições idealistas mas corroído por uma enfermidade insanável: a verborragia a serviço da pregação de ideias, doença que a História da Literatura demonstra ser fatal para o autor, o indefeso leitor e as estropiadas ideias atingidas pelo cancro crescente de uma retórica oca e balofa.

Reuso

Citação

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Por favor, cite este trabalho como:
Gilson Ribeiro, Leo. 2022. “O mulato Raimundo faz cem anos .” In Racismo e literatura negra, edited by Fernando Rey Puente, 1:undefined. Textos Reunidos de Leo Gilson Ribeiro. https://doi.org/10.5281/zenodo.8368806.