A agonia trágica e solene de Adriano. Num livro deslumbrante

Autor

Leo Gilson Ribeiro

Resumo
Jornal da Tarde, 1981/01/10. Aguardando revisão.

“Sou como nossos escultores: o humano me satisfaz plenamente: nele encontro tudo, até o eterno” (Marguerite Yourcenar)

Para poucos, um livro deslumbrante. Tecido com a poesia, a filosofia, a sabedoria, a beleza, é uma aventura sem mapas pela galáxia da finitude humana, guiada pela bússola do mais clássico entranhamento ao pan-humano de Terêncio e de Platão:

“Acreditei, e nos meus bons momentos ainda acredito, que seria possível partilhar da existência de todos os homens e que essa simpatia seria uma das formas irrevogáveis da imortalidade.”

Um imperador morre lentamente, na Roma que subjugara as mais vastas regiões já dominadas por um único povo militarista, cruel e todo-poderoso. Dezoito séculos mais tarde e depois de quase trinca anos de criteriosas pesquisas, uma autora francesa, nascida na Bélgica e que voluntariamente mora nos Estados Unidos, escreve 287 páginas coruscantes de humanidade sobre essa agonia final, trágica, solene. Com um estilo eruditamente calcado nos melhores exemplos da Roma Antiga educada e saída de sua barbárie pela civilizada Atenas, Marguerite Yourcenar recompõe para o leitor incrédulo diante de tanta perfeição o mosaico das lembranças que por último acorrem ao cérebro do Imperador Adriano, numa epístola digna, em vários momentos, das Meditações hieráticas, de uma profundida insuperável, as Meditações cuja magnificência críamos ser irrepetível, a do Imperador-Filósofo Marco Aurélio.

Marguerite Yourcenar teve a felicidade – raríssima no Brasil – de encontrar uma tradutora ideal: Martha Calderaro, que dedicou 18 anos de sua vida na batalha de fazer, para o português, a transfusão sanguínea, vivaz, belíssima do original francês. Com essa dedicação e competência, Memórias de Adriano tornou-se também uma obra-prima na nossa língua.

É, antes de tudo, um livro extremamente rico e complexo para agradar a multidões de leitores. Intrínseca e esplendidamente aristocrático, esse livro não descerá nunca à lista dos mais vendidos e se inclui, desde a sua concepção e urdidura, entre aqueles que menos serão compreendidos por leitores fúteis e superficiais. No seu altivo e esplêndido isolamento atrai pouquíssimos que chegarão até ele, no entanto, há nestas páginas a pulsação ininterrupta de uma humanidade que ri dos séculos e contagia o leitor pelas suas reflexões além do tempo e do espaço. Suas raízes estão visceralmente em tudo que é humano: a guerra, o amor, a crueldade, a justiça, a liberdade, o poder, todos corroídos internamente pelo advento inescapável da morte.

Estas Memórias de tão insolente perfeição fazem parte, pelo espírito, mais à literatura greco-romana do que à francesa, semente que floresceu depois que a poeira do esquecimento a soterrou em curtas biografias, em citações sucintas e secas de historiadores presunçosos e incertos. Criação literária? Romance histórico? Classificações inúteis para um livro que é uma solene descida à memória, esse rio Estige no qual submergem, fúteis, vãs, todas as aspirações humanas rumo ao nada do mausoléu oco, da traça saciada, do verme vencedor do último assédio à carne e seus míseros despojos.

Marguerite Yourcenar empreende com a palavra aquele supremo encantamento, aquela magia privilégio das pitonisas de Delfos, de circundar todos os enigmas do ser humano daquele reflexo reluzente da ideia que se torna o Logos. Cada seção do volume contém meditações que pendem como pomos de ouro imunes ao tempo: hoje como há quase 2.000 ou 10.000 anos permanece o seu caráter sutilmente instigante porque perpétuo:

“Ah! Por que o meu espírito, nos seus melhores momentos, não possui senão uma pequena parte dos poderes assimiladores do meu corpo?”

“Foi nesse instante que uma melancolia momentânea comprimiu-me o coração: refleti sobre as palavras acabamento e perfeição, que contém em si a palavra fim. Talvez eu tivesse apenas oferecido mais uma ruína ao tempo que tudo devora.”

“A memória da maior parte dos homens é um cemitério abandonado, onde jazem, sem honras, as mortes que eles deixaram de amar. Toda dor prolongada é um insulto ao seu esquecimento.”

Cada recôndita fibra do pan-humano imutável através das eras que Marguerite Yourcenar toca, através do imperador moribundo, é revolvida e sopesada com a limpidez lapidar de um reconhecimento. Com uma finíssima ironia e uma intuição presciente da vida estuante, ela, escritora, não outorga à literatura nem aos livros a onipotência de ter decifrado o enigma humano. Por isso ousa, temerariamente, consignar:

“Adaptar-me-ia dificilmente a um mundo sem livros, mas a realidade não está ali porque eles não a contêm toda inteira.”

A ampulheta do universo de Adriano-Marguerite Yourcenar escoa no espaço minúsculo do tempo de uma vida humana a areia do amor a transformar-se em morte, a mutação em imobilidade, nessa alternância pungente entre arrebato e decomposição. O amor tem seus momentos de supremacia fugaz, de êxtase iniciático, de ponte entre um céu que o delírio do prazer promete ou relembra do Éden e a queda no limbo, vertigem triunfante afinal. São páginas que Stendhal aprovaria e que um delicado manual oriental de erotismo ecoaria fielmente. Se é um hai-kai em prosa o trecho de frase “A carne, esse instrumento de músculos, sangue e epiderme, essa nuvem vermelha de que a alma é o relâmpago”, digno de uma Bashô, haverá evocação mais voluptuosa na castidade cândida destas elocubrações que não admitem retoque nem abreviatura do frêmito da libido palpitante do que estas linhas aparentemente simples?

“De todos os jogos, o do amor é o único capaz de transformar a alma e, ao mesmo tempo, o único na qual o jogador abandona-se necessariamente ao delírio do corpo… toda experiência sensual nos coloca em face do Outro, acarretando-nos às exigências e às servidões da escolha. Não conheço, fora do amor, outra situação em que o homem deva decidir-se por motivos mais simples e mais inelutáveis. No amor, o objeto escolhido deve valer exatamente seu peso bruto em prazer, e é ainda no amor que o amante da verdade tem maiores probabilidades de julgar a nudez da criatura. A partir do desnudamento total, comparável ao da morte, de uma humildade que ultrapassa a da derrota e a da prece, maravilho-me ao ver renovar-se, cada vez, a complexidade das recusas, das responsabilidades, das promessas, das pobres confissões, das frágeis mentiras, dos compromissos apaixonados entre nosso prazer e o prazer do Outro, tantos laços impossíveis de romper e tão depressa rompidos!”

Sem transverter o amado em amada, como Proust fez em A la Recherche du Temps Perdu, transformando-o em uma pouco crível Albertine, nem sem apelar para os mea culpa jansenistas do protestante Gide a justificar sua inversão sexual, Marguerite Yourcenar descreve desassombradamente como num poema de Safo, a paixão do imperador pelo seu favorito Antinos. É impossível não transcrever pelo menos esta última citação, que corresponde, em prosa, a qualquer poema de amor homossexual ardente de Stefan George, o ascético sacerdote de Eros e da arte na Alemanha, nesta descrição arrepiante da beleza que levou Gustav von Aschenbach à morte em Veneza e destruiu Tróia por causa da beleza de Helena:

“Se nada disse ainda sobre beleza tão definitiva, não se deve ver nessa omissão a espécie de reticência do homem irremediavelmente conquistado. É que as fisionomias que procuramos desesperadamente costumam escapar-nos: existem apenas por um momento… Revejo uma cabeça inclinada sob a cabeleira noturna, olhos que o prolongamento das pálpebras faz aparecer oblíquos, um rosto jovem e amplo. O corpo delicado modificava-se sem cessar, tal uma planta. Algumas dessas alterações atribuem-se à passagem do tempo. O menino transformou-se; cresceu. Uma semana de indolência bastava para amortecê-lo; uma tarde de caça restituía-lhe a firmeza e a agilidade atlética. Uma hora ao sol o fazia passar da cor do jasmim à do mel. As pernas um pouco pesadas de potro alongaram-se; a face perdeu o leve arredondado da infância, cavando-se ligeiramente sob as maças salientes. Dilatado pelo ar, o tórax do jovem corredor ganhou as curvas suaves e macias de um colo de bacante. O trejeito amuado dos lábios revestiu-se de ardente amargura, de saciedade triste. Na verdade, o rosto mudava como se, noite e dia, eu o tivesse incansavelmente modelado.”

Como Marco Aurélio, este imperador-filósofo repelia o poder, aceitava-o, com relutância, como uma tarefa árdua, um obstáculo inevitável a transpor. O poder do Estado, do soberano máximo, não o empolga senão pelo lado sublime do poder: antípoda da corrupção, da adulação, da tirania, o poder que Adriano esparge é o da construção de estradas, de cidades, de sociedades livres onde a escravatura não mais exista ou seja sumamente abrandada; o poder é, sobretudo, a manutenção daquele hiato sagrado entre os combates – a paz. O poder não seria uma emanação de um Deus postulado como existente embora incognoscível? Ou, mais ceticamente, não seria a tentativa efêmera de apagar um ou outro erro humano na roda eterna de injustiças que como canga inextirpável aperta o pescoço dos homens e os leva sempre à tirania, ao domínio de um homem pelo outro, “o homem lobo do homem”. Roma afinal amamentada pela loba que estendeu suas patas e sua boca sanguinolenta por regiões tão vastas quanto a Bretanha bárbara, a nevoenta Panônia, a insubjugável Judéia? O poder retarda o aviltamento, mas ad aeternum: “O abrandamento dos costumes, o avanço das ideias no decorrer do último século são obra de uma minoria de bons espíritos; a massa continua ignara, feroz quando pode, em todo caso egoísta e limitada, e há razões para apostas que permanecerá sempre assim”.

O propósito nobre de Adriano, de humanizar o século, pela disciplina augusta, esboroa-se mesmo antes de sua morte, como o arcabouço de Roma ruía com ele e os monumentos mandados erguer em memória de seu amado Antinoos: as moedas cunhadas com o ser perfil adorado jaziam nas areias do Egito, pó vil misturado às hostes invasoras, misturado com as fezes e com os covis das serpentes…

Fecha-se o círculo, cumpre-se o fado inexorável: Adriano morre e sua morte é o exórdio de uma vivência desconhecida. A epígrafe se enlaça com as últimas frases:

“Pequena alma terna flutuante,

Hóspede e companheira do meu corpo,

Vais descer aos lugares pálidos duros nus

Onde deverás renunciar aos jogos de outrora…”

Ironicamente, Memórias de Adriano revela todo um labirinto inescrutável de enigmas. A sorte inaudita de encontrar uma tradutora brasileira ideal (há raríssimos senões de tradução que podem ser corrigidos numa segunda edição, poucos galicismos que se insinuaram neste autêntico e tocante labour of love). A erudição paciente, obstinada, de uma escritora que se funde com o que relata. A lucidez de uma editora que ousa publicar um livro invendável para as massas. E a charada indecifrável de uma evocação de Roma Antiga nada conter de sibarítico, nem de vulgar, nem de longinquamente obsceno. As notas da autora que acompanham o livro elucidam muito da sua elaboração sapiente e desvendam aspectos igualmente fascinantes dessa narradora singular.

Marguerite Yourcenar parta da premissa de que “a substância, a estrutura humana não mudam absolutamente”. Não se horroriza com a crueldade humana, mera antecipação do sadismo dos campos de concentração nazistas que hoje vão da Sibéria ao Uruguai e do aviltamento humano do transporte do gado humano africano atirado nos porões pestilentos dos navios negreiros. Sorri, imperturbável, diante dos movimentos feministas da mesma forma que descrê de qualquer partidarismo político, todos imantados pela incoercível vontade de mando. Prefere defender as focas e as baleias em extinção e as minorias à sombra das Ku Klux Klans. E guarda sobre a sua vida pessoal uma discrição até hoje inexpugnável. Conjectura-se apenas que seu grande amor tenha sido sua tradutora para o inglês, mas a dedicatória se refere apenas a G. F., sem uma única elucidação a mais.

Sua apatia pelos sectarismos políticos, porém, não eclipsa sua palpitante razão de viver e escrever: o anseio pela liberdade de todos os seres humanos: “O século II interessa-me porque foi, durante muito tempo, o século dos últimos homens livres. Pelo que nos diz respeito, já estamos talvez muito distantes desse tempo”. Com o mesmo velado sarcasmo ela mofa dos “retoques” que até a cultíssima Itália, de quando em quando, traz a monumentos históricos, com árvores abatidas para ceder lugar a vulgares quiosques-bar ou estacionamentos de automóveis, constatando que no mundo consumista, massificado e, portanto, imediatista e estúpido de hoje a beleza se afasta e a autenticidade se evapora, cedendo lugar a engodos ou a fábricas poluidoras.

O mesmo estilete de fina sátira corta as observações de sua infância em Bruxelas, onde a igreja onde ela foi batizada sofreu consertos grosseiros para não “destoar” de um monstruoso e imponente Centro de Televisão e Rádio, pomposo e de péssimo gosto. É com estoicismo sardônico também que ela desdenha dos documentos oficiais referentes à sua certidão de nascimento, já que o jargão administrativo e legal, com sua precisão e secura pedantes, mata qualquer vestígio de conteúdo humano, reduzindo tudo às cifras escritas à mão naquela época e, hoje, “atualizadas”, comme il faut, transformadas em cartões alimentadores de onívoros computadores, os minotauros das sociedades de tipo orwelliano que o século XX consagrou… É também em seu livro de recordações infantis e pesquisas de suas origens étnicas perdidas (Souvenirs Pieux) que ela sorri, benevolente, dos belgas que fortificavam as janelas de suas casas com lâminas de chumbo, defesa absoluta… contra as radiações atômicas!

Mas, se ela não adere a causas políticas como militante, nem por isso sua participação corajosa da denúncia do fascismo italiano pode ser jamais elidida depois da leitura de seu livro tragicamente político, Le Denier du Rêve (mais belo ainda que Memórias de Adriano? Seria absurdo impor um juízo de valor taxativo). Nesse relato do atentado a Mussolini e à fachada bombástica do Fascio e do Duce caricatural, ela ousa interrogar o que nenhum Chamberlain de seu tempo se atreveu sequer a formular: os trens que corriam supostamente “rigorosamente no horário” na Itália dos camisas-negras não conduziam indireta mas certeiramente aos campos de morte e extermínio de Sobibor, Treblinka, Dachau, Belsen, Auschwitz? Roma em 1933 com a retórica simiesca de Mussolini não é a commedia dell’arte farsesca, a burla trágica da Roma de Nero, a Etiópia servindo ao “Império” como os cristãos martirizados serviam aos imperadores dementes no Coliseu? O denier a que se refere o título do livro não é uma réplica profana das trinta moedas que venderam o Cristo? Aqui esse metal adquire o vigor de um elo ambivalentemente frágil e forte entre as vítimas do fascismo solidárias na sua ânsia de liberdade, na sua denúncia da farsa do duce, embora isoladas em seu desespero naquela época de renovado aviltamento, renovada escravidão de um povo de “santos, navegadores, artistas e guerreiros”.

Marguerite Yourcenar afasta o enxame dos que buscam nos livros um divertimento, um passatempo apenas, devido à sua maciça erudição também. Sous Bénéfice d’Inventaire aumenta o espanto do leitor que já deparara na bibliografia utilizada durante a longa confecção de Memórias de Adriano com uma lista de mais de uma centena de estudos doutíssimos, em alemão, grego, latim, inglês, francês, italiano. Sous Bénéfice d’Inventaire testemunha que a autora é também uma arguta ensaísta, à vontade no terreno das artes plásticas (como Baudelaire em sua época) como do das letras (como Virginia Woolf, durante as três décadas em que foi talvez a melhor crítica de literatura do jornal londrino Times). Piranesi e seus desenhos de prisões imaginárias, dantescas, saídas de uma imaginação aparentada com a de Kafka em A Colônia Penal ao mesmo tempo atormenta e fascina a sua atenção. Piranesi é visto, original e pertinentemente como um sucessor do Goya trágico dos Disparates e do marquês de Sade e suas alucinações eróticas, da mesma maneira que, no plano do código penal, Piranesi incita um grande jurista como Becaria a bater-se, solitário, pela reforma das prisões que aviltam em vez de reeducar os que nela ingressaram. Mais ainda: as prisões são o mundo, numa citação clássica de Shakespeare em Hamlet, as prisões são a corporificação do inferno de Dante encimado pela advertência mais funesta de que é capaz o cérebro humano: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais”. Essa obcecação pela liberdade, essa sua claustrofobia sempre presente a leva a traduzir poemas do grande poeta homossexual moderno Konstantin Cavafy e a zombar do puritanismo dos historiadores que retrataram, com uma pruderie grotesca a época de Augusto: é mais imoral o amor entre duas pessoas acidentalmente do mesmo sexo ou o genocídio deliberado de um povo, de uma cultura, de uma raça, ela indaga? E traduz os spiritual dos escravos negros nos Estados Unidos sem hesitar de condenar a raça branca como a raça mais cruel, que subjugou o índio e o negro, fazendo de cobaias os asiáticos desde a guerra do ópio na China até a bomba lançada sobre Hiroshima e Nagasaki.

No crepúsculo literário da carcomida Europa de hoje, Marguerite Yourcenar é um dos últimos lampejos da gloire e da grandeur que De Gaule queria, inutilmente, recuperar. Sem atingir o nível de uma Virginia Woolf ou de uma Doris Lessing, numa literatura chocantemente pobre de grandes talentos literários femininos como a francesa, ela se destaca da aridez de compiladora apressada de obsessões pessoais que é, com todos os seus méritos, a áspera Simone de Beauvoir.

Marguerite Yourcenar, por uma dessas ironias deliciosas do destino, foi eleita para a insípida, sonolenta, machista e natimorta Academia Francesa de Letras: foi, sem dúvida, a primeira mutante, a primeira andrógina a ser admitida em velório tão vetusto quanto estéril. Seu estoicismo se não exclui um leve escárnio esboçado nos lábios não deixa, paralelamente, de conter sua essência aterradoramente trágica ao lado do misterioso, do impenetrável. Não sem razão a epígrafe de sua busca de uma genealogia perdida está cifrada na interrogação do zen-budismo japonês: “Como era teu rosto antes que teu pau e tua mãe tivessem se encontrado?”

Reuso

Citação

BibTeX
@incollection{gilson ribeiro2021,
  author = {Gilson Ribeiro, Leo},
  editor = {Rey Puente, Fernando},
  title = {A agonia trágica e solene de Adriano. Num livro deslumbrante},
  booktitle = {As três grandes damas da literatura europeia: Virginia
    Woolf, Marguerite Yourcenar e Doris Lessing},
  series = {Textos Reunidos de Leo Gilson Ribeiro},
  volume = {7},
  pages = {undefined},
  date = {2022},
  url = {https://www.leogilsonribeiro.com.br/volume-7/02-marguerite-yourcenar/01-a-agonia-tragica-e-solene-de-adriano-num-livro-deslumbrante.html},
  doi = {10.5281/zenodo.8368806},
  langid = {pt-BR},
  abstract = {Jornal da Tarde, 1981/01/10. Aguardando revisão.}
}
Por favor, cite este trabalho como:
Gilson Ribeiro, Leo. 2022. “A agonia trágica e solene de Adriano. Num livro deslumbrante .” In As três grandes damas da literatura europeia: Virginia Woolf, Marguerite Yourcenar e Doris Lessing, edited by Fernando Rey Puente, 7:undefined. Textos Reunidos de Leo Gilson Ribeiro. https://doi.org/10.5281/zenodo.8368806.