Resenha de LGR vetada e não publicada no JT sobre Adolfo Caminha

Autor

Leo Gilson Ribeiro

Resumo
In ‘O Bom Crioulo’, 1983. Aguardando revisão.

“Esse acervo de mentiras galantes e torpezas dissimuladas, esse cortiço de vespas que se denomina – sociedade” Adolfo Caminha

A Editora Ática, que já se vinha distinguindo por revelar, entre nós, coerente e corajosamente, os autores africanos, alguns dos melhores de Angola (como José Luandino Vieira), recupera agora aquele que é talvez o mais injustiçado de todos os romancistas brasileiros: Adolfo Caminha (1867-1897). É, atualmente, quase impossível encontrar as obras do escritor cearense que morreu com 29 anos de idade e que, no entanto, pela sua rebeldia de espírito, pela sua visão lúcida e profunda do ser humano, de sua luta apaixonada e teimosa contra os tabus de uma sociedade hipócrita, deixou dois testemunhos incendiários de sua precocidade. Zola, Flaubert e Eça de Queiroz já tinham abordado o adultério, a Igreja, o meio provinciano, a exploração das classes operárias, os bordeis e as fábricas massacrantes da moderna Revolução Industrial do século passado. Mas haverá em toda a literatura ocidental, na qual o Brasil se insere, o exemplo de um autor que tenha tão destemidamente focalizado temas tão polêmicos quanto Adolfo Caminha?

É de se duvidar que sim. Adolfo Caminha esmiuçou desassombradamente o feminismo em A Normalista (publicado em 1893), simultaneamente com os mitos da virgindade violada por um reles sedutor, o aborto forçado pelas circunstâncias do meio e o desamparo da mãe solteira, além de pinceladas de atração sexual de uma branca por machões negros, idealizados em sua potência sexual como garanhões ao mesmo tempo assustadores e cobiçados em sonhos – ou pesadelos de sentimento de culpa?

Em O Bom Crioulo (de 1895!), o autor inconformista que nos é tão oportunamente restituído pela Editora Ática, envereda, ao mesmo tempo, por assuntos proibidos, em parte, até hoje, pelo menos na literatura brasileira: o homossexualismo, o preconceito racial de uma superestrutura branca contra os negros, o horror do castigos corporais (chibatadas, prisão, obediência cega às ordens) e a injustiça social que alija os pobres numa casta quase comparável à dos escravos ou dos párias, os intocáveis da Índia onde predomina o Hinduísmo.

Adolfo Caminha, infelizmente, nunca teve críticos à sua altura. Os de sua época, Veríssimo e Romero, no mínimo o ignoraram ou o mencionaram com o desprezo de uma nota apressada. Em seu livro O Realismo (Editora Cultrix), João Pacheco resume, felizmente para os leitores, sua apreciação a uma série de palavras ocas:

“… Se não chegou a desenvolver plenamente os seus dotes – faleceu aos trinta anos (corrijamos: aos 29) – tinha todo o estofo de um romancista, pois sabia manejar cenas e personagens com naturalidade. Enquanto O Bom Crioulo tem fabulação mais segura (grifo de espanto meu) e nele se recortam mais firmemente os caracteres (idem!), A Normalista põe em ação um mundo mais amplo, a desdobrar-se num cenário mais vasto – por isso menos realizado em partes, porém mais rico em perspectivas”. É a arte do escrever sem dizer absolutamente nada…

Também em duas páginas e meia M. Cavalcanti Proença em seus Estudos Literários (Editora José Olympio) “termina” com o autor, frisando que “em arte não há assuntos proibidos” e atribui a Adolfo Caminha o que certamente o autor republicano e abolicionista recusaria com um sorriso sutil de comiseração: “Um submundo erroneamente estruturado determina a convergência de vícios (sic!) e os homens, afinal, são produto do meio, vítimas do meio muitas vezes!” É uma perspectiva crítica que não se sustenta nem mesmo quando se lê ou relê O Bom Crioulo sob a ótica estreita de um pretenso cientificismo pretensamente naturalista.

Caminha tem, ao contrário, um estilo que começa incerto, influenciado por um romantismo a extrair da terra um lirismo estuante, vitalizante: em A Normalista seu canto, influenciado por José de Alencar, celebra a pureza e o vigor da natureza sertaneja. Depois, passa a magistral em O Bom Crioulo. Absolutamente nada no livro confirma que o autor estivesse, como moralista falso, hipoteticamente desvendando taras, aberrações, perversões. Vários integrantes da tripulação do navio – incluindo oficiais - bordo do qual serve o Bom Crioulo participam, dissimuladamente, de relações que vem, no Ocidente, do tempo das esquadras e batalhões de Esparta, na Grécia Antiga. Nem o autor se propõe, em momento algum, a julgar tais relações: a tragédia de O Bom Crioulo está muito mais enraizada na repulsa vivíssima que Adolfo Caminha sente pelos castigos corporais brutais impostos caprichosa e arbitrariamente pelos oficiais da Marinha de então e no choque de temperamentos de Amaro e Aleixo. Enquanto Aleixo, branco, catarinense, é descrito, no início, como de formas e atitudes que convencionalmente se chamam de “femininas”, Amaro, negro ou mulato escuro, é a sua antítese em tudo: másculo mas sensível, íntegro e corajoso, passional e, no final, alucinado pela sua paixão. Evidentemente que o livro todo alude, frequentemente, ao preconceito que segrega os negros à escala mais baixa ou imóvel dos estereótipos: “inferior”, “selvagem”, “incapaz de controlar seus instintos mais baixos”, “indolente”, “emotivo”, “irracional” etc.

O Bom Crioulo surpreende não só pela quase inacreditável precocidade do romance, um romance tão complexo, escrito por um jovem de menos de 30 anos, no Rio de Janeiro, em 1895. Essa audácia talvez faça dele, até prova em contrário, o primeiro romancista das Américas e da Europa eminentemente moderno e até mesmo contemporâneo: não é só hoje que Gore Vidal focalizou o homossexualismo em seu ruidoso The City and the Pillar? Não é só hoje que assomaram com livros candentes e bandeiras do E.R.A. (Equal Rights Amendment ou Emenda (constitucional) por Direitos Iguais na sociedade norte-americana para mulheres e homens), feministas como Kate Millet, Betty Friedan, as três Marias portuguesas, Germaine Grier, Rose Marie Muraro? E finalmente não é de hoje apenas a eclosão do movimento negro, iniciado por Martin Luther King e retomado pela Négritude dos poetas das Antilhas e da África Negra (Aimé Césaire, Senghor), simultaneamente com os estudos africanos nas universidades norte-americanas e o black is beautiful lançado pelo Black Power nos Estados Unidos?

O autor cearense distingue-se porém pela sua abrangência. Jamais – cremos – lhe passou pela cabeça escrever um romance de tese: agora vou provar que na Marinha brasileira há discriminação racial; agora vou provar que nela, em todos os escalões, a prática do homossexualismo está camuflada mas inequivocamente difundida. Erraria também redondamente quem quisesse, apressadamente, equiparar esse bom crioulo a um Otelo em ambiente da Corte Imperial, no Rio de Janeiro pré-republicano e pré-abolicionista. Estranhamente, Caminha não faz sermão, não prega isto ou aquilo. Quase sempre com total isenção, limita-se a descrever situações, a captar perfis psicológicos desenhado não com rótulos esterelizantes mas, como os de Balzac, exemplos vivos da riqueza da fauna humana, com suas virtudes e abjeções. Mesmo quando usa a nomenclatura convencional da época quanto ao negro ou quanto ao “vício nefando”, nota-se que ele põe em dúvida tais classificações a priori e como que se indaga, remetendo a pergunta ao leitor: Tal premissa está certa eticamente? Corresponde aos fatos?, deve ser modificada ou aceita? Sem se prender à mentirosa moral de seu tempo, Adolfo Caminha é muito mais autenticamente “moralista” no sentido exemplar do termo: ele questiona a “moral” passageira vigente por considerá-la um monte de vilezas, e comodismos, de preconceitos, de injustiças, de covardias. Terá mudado a “moral”?

Causa impressão extraordinária, ao contrário, a pudicícia sincera com que meramente insinua cenas de outro modo escabrosas como a cena em que o personagem principal se atormenta com sua inesperada reviravolta de sentimentos em relação ao rapazinho catarinense. Lembra o Riobaldo durante quase todo o longo romance de Guimarães Rosa, Grande Sertão Veredas, que quase enlouquecerá por sua obsessão pelo misterioso Diadorim, sem companheiro de lutas e jagunço, como ele:

“E agora, como é que não tinha forças para resistir aos impulsos do sangue? Como é que se compreendia o amor, o desejo da possa animal entre duas pessoas do mesmo sexo, entre dois homens? Tudo isto fazia-lhe confusão no espírito, baralhando ideias, repugnando os sentidos, revivendo escrúpulos. – É certo que ele não seria o primeiro a dar o exemplo, caso o pequeno se resolvesse a consentir… – Mas – instinto ou falta de hábito – alguma cousa dentro de si revoltava-se contra semelhante imoralidade que outros de categoria superior praticavam quase todas as noites ali mesmo sobre o convés..”

Adolfo Caminha trata com sutileza e bom gosto qualquer cena que em outras mãos seria luxuriosa, doentia, chocante. Assim, quando Aleixo concorda com o primeiro encontro com Amaro, o bom crioulo; é uma cena que hoje em dia talvez uma ginasiana pudesse ler sem enrubescer, uma descrição tão sóbria, pudica mesmo:

“Depois de um silêncio cauteloso e rápido, Bom-Crioulo, conchegando-se ao grumete, disse-lhe qualquer cousa no ouvido. Aleixo conservou-se imóvel, sem respirar, encolhido, as pálpebras cerrando-se instintivamente de sono, ouvindo, com o ouvido pegado ao convés, o marulhar das ondas na proa, não tece ânimo de murmurar uma palavra. Viu passarem, como em sonho, as mil e uma promessas de Bom-Crioulo: o quartinho da Rua da Misericórdia no Rio de Janeiro, os teatros, os passeios… ; lembrou-se do castigo que o negro sofrera por sua causa; mas não disse nada. Uma sensação de ventura infinita espalhava-se-lhe em todo o corpo. Começava a sentir no próprio sangue impulsos nunca experimentados, uma como vontade ingênita de ceder aos caprichos do negro, de abandonar-se-lhe para o que ele quisesse – uma vaga distensão dos nervos, um prurido de passividade…

  • Ande logo! Murmurou apressadamente, voltando-se.

E consomou-se o delito contra a natureza.”

Não há nenhum trecho mais forte do que este em todo o livro. Há, isso sim, quadros espantosos da miséria proletária daquele Rio de Janeiro em que Oswaldo Cruz ainda não debelara a febre-amarela, enquanto o Imperador Pedro II subia Petrópolis, para fugir do verão carioca: “Era justamente em dezembro, mês de epidemia e de insuportável calor”.

Dir-se-ia que aqueles homens, operários e marinheiros, não tinham aparelho respiratório, não tinham pulmões, ou estavam saturados de miasmas.

Trabalhavam cantando e martelavam assoviando, com uma indiferença heroica, sem pensar no grande perigo que os ameaçava.

Pela noite, desde o escurecer, o odor pestilento aumentava e então não havia remédio: a marinhagem toda se precipitava para fora, como um formigueiro alvoroçado, tapando o nariz: - Foge! foge! Olha a febre amarela!”

Republicano atrevido, que aproveitou uma festa colegial em homenagem a Victor Hugo par elogiar a República e a Abolição diante do Imperador aturdido, Adolfo Caminha não traça apenas um retrato social terrível das hierarquias sociais do Brasil de fins do século passado. Obtém impressionantes retratos de indivíduos, como a finória D. Carolina, rameira, como se dizia naquele tempo, aposentada, mas sequiosa da beleza e da juventude de Aleixo. A fotografia que tira dela é inesquecível e reminiscente de leituras de Eça de Queiroz:

“Há dias metera-se-lhe na cabeça uma extravagância: conquistar Aleixo, o bonitinho, tomá-lo para si, tê-lo como amantezinho do seu coração avelhentado e gasto, amigar-se com ele secretamente, dando-lhe tudo quanto fosse preciso: roupa, calçados, almoço e jantar nos dias de folga – dando-lhe tudo enfim.

Era uma esquisitice como outra qualquer: estava cansada de aturar marmanjos. Queria agora experimentar um meninote, um criançola, sem barba, que lhe fizesse todas as vontades. Nenhum melhor que Aleixo, cuja beleza impressionara-a desde a primeira vez que se tinham visto. Aleixo estava mesmo a calhar: bonito, forte, virgem talvez…

Arranjava-se perfeitamente, sem que Bom-Crioulo soubesse. Mas como falar ao grumete, como propor-lhe negócio? Ele talvez ficasse ofendido, e podia haver escândalo…

… Viu-se ao espelho e notou que realmente “ainda prestava serviço”: - Qual velha! Nem um pé-de-galinha sequer, nem uma ruga – pois isso era ser velha? Certo que não. Lá quanto à idade, ninguém queria saber. A questão era de cara e corpo… Ora, adeus!…

Começou a fazer-se muito meiga para o rapazinho, guardando-lhe doces, guloseimas, passando a ferro, ela própria, seus lenços, gabando-os na presença de estranho, fingindo-se distraída, quando queria mostrar-lhe a exuberância de suas carnes – perna, braço ou seios… Uma ocasião Aleixo vira-a em camisa curta, deitada, com as pernas de fora; porque os aposentos da portuguesa davam para o corredor e, nesse dia, ela esquecera de fechar a porta. O grumete voltou o rosto depressa, todo cheio de respeito, com se aquilo fosse uma profanação; mas, depois, ao lembrar-se do caso, tinha sempre uns arrepios voluptuosos, não podia evitar certa quebreira, certo desfalecimento acompanhado de ereção nervosa.

Nunca mais lhe saíra da lembrança aquela cena de alcova: uma mulher deitada com as pernas à mostra, muito gordas e penugentas – num desalinho irresistível, braços nus, cabelo solto -, devia de ser esplêndido a gente dormir nos braços de uma mulher: A portuguesa até que não era mazinha…

Aleixo, porém, estava longe de supor que D. Carolina, aquela D. Carolina, que o tratava como filho, bondosa e meiga, pretendesse fazê-lo seu amante,”

Se a obra de Adolfo Caminha já era coerente e audaciosamente anterior de quase um século ao espírito de nosso tempo, também sua vida se regeu sempre por uma insubordinação inata: apaixonando-se, na provinciana Fortaleza de então, por uma moça noiva, “raptou-a” ao noivo e com ela teve dois filhos. (Segundo outros autores, sua esposa, Isabel Jataí de Paula Barros, já era casada quando ela e o escritor se encontraram). Afastou-se (segundo outros “foi afastado”) da Marinha e tornou-se amanuense da Tesouraria da Fazenda. Ruem por terra, portanto, quaisquer críticas que se lhe queiram fazer, acusando-o de “combater em causa própria” ao enfocar o homossexualismo e a discriminação racial: branco e heterossexual, Adolfo Caminha rebelou-se também contra a Sociedade Literária que ajudara a fundar no Ceará, aquela curiosa “Padaria Espiritual” que deveria trazer novo alento à modorrenta capital, com suas reuniões denominadas “fornos” e seu jornal batizado de O Pão.

Morreu, muito jovem, de uma doença característica do movimento romântico: a tísica, como era chamada a tuberculose. Sem dúvida, trechos de seus romances – principalmente A Normalista – têm trechos inteiros de um romantismo nativista que Alencar assinaria sem hesitar. Nem a sua impassível atitude de “não julgar” tinha nada do exibicionismo pseudo-clínico e farsesco de Júlio Ribeiro e sua hoje natimorta A Carne. Adolfo Caminha – sobre quem é urgente que se faça um alentado estudo crítico, impossível no espaço de um breve artigo de jornal -, porém, não pôde coitado!, escapar aos críticos que lhe são póstumos.

Em futuras edições dessa pequena obra-prima, a Editora Ática deveria proceder, por assepsia, à eliminação do prefácio (de Saira Youssef Campedelli, da Faculdade Ibero-Americana) e sobretudo de suas hilariantes notas de pé de página. Ela rotula, por exemplo, a expressão italiana dolce far niente de italianismo. Mais adiante, talvez levada pelo pudor, consigna o termo “calipígio” como equivalente de a “eu tem belas formas”, quando evidentemente esse adjetivo significa “que tem formosas nádegas”, do grego kalos, belo e puge, nádegas. Quem sabe, se a prefaciadora tivesse redigido tais notas depois de ter visto o excesso de nádegas e outras particularidades da anatomia humana esmiuçadas como numa aula de vivissecção pelos cameramen que insistiram apenas nessas imagens, obsessivamente, durante a filmagem calipigiamente fanática do nosso Carnaval na televisão, quem sabe ela corrigiria sua etimologia? Da mesma forma erra nossa professora ibero-americana ao traduzir clownerie como “termo francês usado para significar acrobacia de palhaço”. Clownerie quer dizer facécia, gracejo, piada de palhaço, palhaçada… O Bom-Crioulo, apesar da incompetência dos trechos pseudo-didáticos desta prefaciadora, conserva, no seu texto original aqui reproduzido integralmente pela Editora, todo o viço dos clássicos, tão contundente e polêmico quando foi publicado, 88 anos atrás.

As questões complexíssimas que O Bom-Crioulo suscita fazem deste livro uma ruptura, na literatura brasileira, entre o antigo e o moderno. Caminha não faz preleções, não “moraliza” no sentido estreito que as digníssimas e zelosas Senhoras da Lapa dão a esse termo. Quer dizer: não permanece indiferente ao tradicionalismo das ideias feitas e nunca questionadas. O autor cearense está fundamentalmente empenhado com a Ética, cético à “moral” imposta segundo os ditames variáveis de uma época ou de um período histórico e social. À saia baião não se sucederam o biquini, o topless e a pílula anticoncepcional? Ao processo e encarceramento de Oscar Wilde não sobrevieram a adoção de leis liberais e a conscientização do Gay Movement em vários países? A Lei Afonso Arinos não penaliza, pelo menos juridicamente, a discriminação racial?

É singular, por último, como mero fecho destas anotações sucintas sobre uma de nossas obras-primas, destacar: o autor não se exime de formular uma pergunta muito mais importante do que as indagações sobre a libido, a sexualidade permitida ou não e até mesmo capaz de ultrapassar a injustiça que circunda a crueldade e a estupidez do racismo. Qual deve ser o procedimento ético, humano, de um ser humano para com o outro?

Reuso

Citação

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Por favor, cite este trabalho como:
Gilson Ribeiro, Leo. (1983) 2022. “Resenha de LGR vetada e não publicada no JT sobre Adolfo Caminha .” In Racismo e literatura negra, edited by Fernando Rey Puente, 1:undefined. Textos Reunidos de Leo Gilson Ribeiro. https://doi.org/10.5281/zenodo.8368806.